terça-feira, 18 de maio de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Tempo

Este que há pouco me pareceu tão efêmero, é para mim agora como um devorador da minha paz. O que são os dias afinal?
O que são as horas?
O que são os planos diante do maior dos meus medos?
Não há o que ser feito.
Esperar me parece o mais sensato.
Esperar, na verdade, é a maior das loucuras na multidão dos meus pensamentos.
O tempo.
Este que há pouco fazia meu coração perder o ritmo em ansiedade de saber seus caminhos, é agora para mim meu aliado. Meu amigo que, de uma maneira ou de outra, vai dilatar os limites da minha alma.
Eu tenho tempo. Eu tenho medo.
Tenho medo justamente porque tenho o tempo contra mim.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O nariz que assobiava


[Segunda-feira, 06:30 am]
"Ai que susto! Esse despertador barulhento! (...) Ok, ok... mais dez minutos”.
[Vinte minutos depois...]
"Ai... dormi demais! Esse troço não funciona direito não!? Cadê o par da meia? Acho que perdi enquanto dormia... Ai, essa mania de deixar a calça embolada! Tenho que passar, mas não dá tempo! Cadê aquela outra calça que não precisa de ferro...? Ahn, nem adianta nada, olha a blusa... Droga! Porque fui inventar de morar sozinho?”
[Trinta e cinco minutos...]
"Meu café! Não posso sair sem tomar café! Ah, deixa pra lá. Como qualquer coisa no caminho... Tá, deixa eu conferir... Bolsa, chaves, crachá, carteira... Carteira? Não! Eu não posso ter esquecido a carteira! Porque sempre esqueço de alguma coisa e só lembro quando acabo de descer a escada?"
E assim, José começa o dia_ atrasado, com fome e estressado.
Entre passos atrapalhados ele caminha em direção à estação do METRÔ, compra o bilhete e aguarda ansioso para saber se perdeu a composição mais ou menos lotada.
[7:40 am]
“Já era hora, né! Que demora! (...) Ah, não... esse vagão não!”.
Sim, José perdeu a chance de ir como um cidadão normal. E agora ele, como a grande maioria das pessoas, tem de se virar para garantir um espaço na barra de ferro_ se ele conseguir chegar até lá.
_ Com licença... Perdão, com licença! “Essa porta vai se fechar e ainda não tenho idéia de como vou entrar!”
_ Meu amigo (já um pouco irritado), preciso passar! E lá se foi a pouca paciência que José tinha... Ele começou a empurrar e empurrar, mas não foi o suficiente. A porta fechou e sua bolsa ficou presa pela alça do lado de fora. E foi aquela confusão! Alguns riam, outros tentavam ajudar, mas José estava com tanta raiva que nem tinha força para reagir, esperar a porta abrir na próxima estação pareceu ser a opção menos pior.
“Pois é, agora vão ficar todos olhando pra mim com essas caras de pastel! Eu mereço mesmo”. Para José, nunca estivera tão longe uma estação da outra. Mas quando enfim chegou, nem deu tempo de piscar. Ele foi carregado pelo mar de gente que descia naquela estação.
_ Eu não vou desc... Hey, pára de empur... Ai meu pé! "Tsc, que droga"! E o que não se faz quando se está atrasado? Ele foi driblando as pessoas, sua bolsa quase indo junto, mas ele conseguiu voltar para dentro da composição (agora menos lotada).
Com a barra de ferro ainda fora de seu alcance, José se conformou em ficar no centro, onde se apoiava nas outras pessoas. Para sua maior irritação, tinha um barulho estranho bem perto do seu ouvido, tipo um assobio. Quando ele conseguiu identificar de onde vinha, percebeu que uma senhora bem atrás dele estava gripada. E aquele assobio estranho vinha do seu nariz meio entupido. Enojado, José percebeu que mais ninguém além dele ouvia aquele som de origem duvidosa. De repente ele sentiu suas pernas como galhos verdes e frágeis, seu coração acelerou e lágrimas espontâneas se manifestaram no canto de seus olhos. Sua testa franzida descrevia um conflito interno. Quando ele não se agüentou mais, soltou uma gargalhada e pronto. Não conseguiu mais parar de rir... “Será que ninguém mais está escutando isso?... Meu Deus, preciso parar de rir, pareço maluco”. Para quem o via parecia estar sentindo dor, de tanta força que ele fazia para se conter. Mas seus ombros em movimentos descontrolados o denunciavam. Por um momento ele até se esqueceu da senhora gripada, a essa altura ele ria exatamente porque não podia rir, e quanto mais ele pensava nisso, mais ele ria. Passados uns minutos ali, em situação ridícula, finalmente pôde se conter. Apertou os olhos, respirou fundo e... ‘Fuíii, fuíii’, lá estava o som do nariz desafinado. E coagido pelas forças naturais do riso, José pegou o celular do bolso e fingiu falar com qualquer pessoa para tentar disfarçar. Mas quem afinal não sabia que era mentira!
Tudo bem vai, pelo menos seu estado de humor, naquele dia, saiu da rotina.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Declaração de amor


●๋•Não vim aqui pra dizer que te amo, Sara, Raquel e Samara. Porque essa frase não vai atender ao que sinto por vocês, primas. Vim deixar público que sou apaixonada por cada uma vocês. Porque quando estamos juntas, o mundo pára e nos divertimos mesmo quando não fazemos nada.
Penso em vocês quando vejo um carinha muito bonito ou muito feio. Quando como algo muito gostoso ou amargo. Quando choro vendo um filme ou quando rio sozinha. Quando Deus fala comigo ou quando estou muito triste. Seja quando e onde for, penso assim.."Ai, se minhas primas estivessem aqui!"
Quero que vocês olhem pra mim como exemplo, amiga e mulher de Deus, porque é assim que as vejo.
Quando eu me casar (e se...), quero a opinião de vocês sobre ele (quem será, meu Deus?! rsrs) e quero que nossos filhos sejam amigos como somos amigas.
Obrigada por, mais que primas, serem minhas irmãs.
Beijos, minhas Flores.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Criativo por Sobrenome



Independente do editor, do programa, do chefe, das paredes, a criatividade não tem limite. A imaginação de um criativo tem o horizonte do novo, da possibilidade.
Seus insights são das mais diversas intensidades até os lugares mais exóticos_ se tratando de “ter uma idéia”. Mais ou menos quando se está tomando banho e de repente, ali mesmo, naquele quadradinho, todo ensaboado, vem à mente a idéia mais brilhante, a firula mais diferente, o ângulo mais perfeito daquela foto que você quer tirar faz tempo e assim vai. Em segundos acontece um brainstorm fantástico, parceria perfeita: Sua mente e você.
É raro se passar na mente de um criativo pensamentos como “Putz! Roubaram minha idéia” ou “ .... tsc, não acredito! Inventaram minha invenção!”.
São muitos os que têm esse dom por aí, mas poucos os que sabem usufruir dele. Ter idéias parecidas ao mesmo tempo diferentes é o mais comum. Mas criativos ou nem tanto, sua mentes são livres para olhar pro horizonte que lhes cabem olhar. Depende do alcance da visão.
Ser criativo condensa todas as cadeiras, desde o cunho mais intelectual até o mais versátil. Tudo está além do diploma. Define-se sim, pelo feeling. E isso não se adquire em nenhum lugar, ele está dentro de você. No seu modo de perceber o mundo e saber lidar com essa percepção.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sair de Si Mesmo

Desta vez Deus ministrou a mim sobre Jó. Nesta história tão complexa quase que infindável, fiquei retida na parte em que Deus aparece para falar com ele...
Acho interessante o que Deus não faz. Uma vez quebrado o silêncio, Ele não dá quaisquer respostas às perguntas de Jó. Ele não se desculpa por ter ficado tanto tempo mudo.
A essa altura, Jó se mostra um tanto independente e arrogante (conseqüência por ter se defendido por tanto tempo).
Então Deus começa a fazer inúmeras perguntas... A primeira foi: “Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento?”. (...) Em outras palavras: “Quem é você para negar a sabedoria dos meus planos com a sua completa ignorância?”.
Jó precisa entender então que os caminhos e feitos de Deus estão além da sua capacidade de compreensão.
“Onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da terra?... Quem lhes pôs as medidas, se é que o sabes?... Acaso entrastes nos mananciais do mar, ou percorrestes o mais profundo abismo?... Tens idéia nítida da largura da terra? Dize-mo, se o sabes... (Fico tentando imaginar Jó_ a essa altura... Pasmo! É como quando se participa de uma aula onde o assunto tratado é praticamente novo_ e você fica ‘boiando’, e o professor está fazendo algumas perguntas aos alunos. Você se esconde por trás da cabeça do colega da frente esperando para que ele não o veja, rs). Caçarás por ventura a presa para a leoa?... Sabes tu o tempo em que as cabras monteses têm os filhos ou cuidastes das corças quando dão suas crias?... Sabes tu a ordenança dos céus, pode estabelecer sua influência sobre a terra? (...)”.
Me flagrei perguntando a mim mesma por que Deus gastou tanto tempo fazendo perguntas dos céus, estrelas, animais e tudo mais. Acredito que talvez para desviá-lo da sua desgraça, com certeza para lhe dar novas expectativas sobre a sua situação. Como se o Senhor estivesse dando um passeio pela sua criação_ um passeio pelo jardim, e está convidando Jó para acompanhá-lo... “Venha comigo Jó; veja estas coisas. Você pode mudar ou dominar minha criação? Maravilhe-se com ela, aprecie todos os feitos. Você não pode controlá-los, mas estão sob o meu controle”.
Um pensamento veio a mim: ‘ Você jamais será o que deveria ser, até que saia de si mesmo’.Talvez seja por isso que Deus o leva nesse ‘passeio’, para tirar Jó de si mesmo, para distraí-lo da sua miséria, para capacitá-lo a ver a si mesmo em um novo cenário.
E não há dúvida de que Jó entendeu a mensagem... “Então Jó respondeu ao Senhor e disse: Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei” Jo 40:3-5.
Que mudança na atitude de Jó! Era tudo o que Deus desejava ouvir... Uma resposta humilde reconhecendo o lugar de Deus_ num gesto de submissão e entrega, ele cobriu sua boca... Que lindo! “O que mais eu poderia dizer diante da sua majestade?”, eu dizia dentro de mim.
Bom, a história de Jó é infinitamente mais ampla do que este contexto, mas Deus me chamou a atenção justamente neste ponto: Levar Jó a admitir que não sabia as respostas e que absolutamente tudo está no controle do DEUS TODO PODEROSO.
Após Deus ministrar isto ao meu coração eu fiquei ali sem ação_ estava na praia lendo (nem percebi se havia pessoas além de mim, estava tão envolvida), quando entendi que Deus queria falar a mesma coisa a mim que ele falara a Jó, A MESMA COISA! E já não me importei mais com o sol maravilhoso que estava sobre mim, nem com aquele mar tão transparente e lindo que estava à minha frente, eu apenas chorei. Pedi perdão a Deus por ser tão auto-suficiente sempre. Tão independente, por achar que sei tudo sobre todas as coisas. Por sempre dar ‘o jeitinho brasileiro’ em tudo... Naquele momento, eu era Jó!
Esse meu jeito é como se fosse uma defesa de tanto que já me decepcionei. Eu tive que sorrir muitas vezes quando precisava chorar. Eu tento manter tudo sobre o meu controle, justamente por medo de perdê-lo e ver se repetir a história da minha família na minha vida (...).
Sinto como se Deus dissesse: “Venha comigo Renata; veja estas coisas. Você pode mudar ou dominar minha criação? Maravilhe-se com ela, aprecie todos os feitos. Você não pode controlá-los, mas estão sob o meu controle. Pare de ‘contar’ as estrelas ou as ondas do mar_ controlar sua vida à sua maneira... É em vão! Tudo isso está tão além da sua capacidade”.
Confesso que me senti tão pequena quanto a areia em que eu pisava ali.
Pra mim, tudo isso é um desafio, pois ainda não acredito no amor! E não é fácil anular toda opinião formada durante esses anos. Sei (mesmo ‘não sabendo’) que Deus tem algo a mais!
Preciso reconhecer que estou errada, toda essa idéia entra em contradição à minha fé em Deus! Jó tinha muitos tumores pelo seu corpo, eu tenho um só_ no meu coração! Sei que tudo isso é um processo, aliás... Já estou convencida de que não sei de mais nada. “Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei”.
“Senhor, quando queres guiar-me e serdes soberano, controlo e governo a mim mesma. Quando queres cuidar de mim, sou auto-suficiente e sirvo a mim mesma. Quando deveria depender da tua provisão, abasteço a mim mesma e sigo minha própria vontade. Me perdoe Pai, meu maior objetivo é voltar meu coração novamente para Ti. E depender das tuas mãos, e descansar nos teus braços!”.
“Obrigado Espírito Santo por se importar tanto comigo, eu te amo! E sei que o Senhor vai me curar! Amém!”.
E uma linda tarde de sol se tornou tão triste e escura quanto um dia de chuva! Deus me incentivou a fazer escolhas significativas que vão me pôr no meu ‘devido lugar’.
Me refugiar dentro de mim mesma seria fugir da voz de Deus_ Ahn, como se eu realmente pudesse fazê-lo.
Decidi sair, ousar e experimentar... E concluir a faculdade, me entender com o meu pai... Deixar o amor (que vem da essência do amor mais puro, único, isento de culpa e pecado) me surpreender!
E depois de ter entendido e decidido, s’Ua presença me envolveu. Ele me abraçou! Sei que Ele está afinando o meu caráter com o d’Ele! Que lindo!

Esse é o meu Jesus, que me conquista todos os dias, que cuida de mim_ ainda que nem sempre sua voz seja tão suave... rs.
“Amo te amar, e amo ser amada por Ti!”.